AS DEZ LIÇÕES DO MAIOR VENDEDOR DO MUNDO

1) Hoje começo uma vida nova. Formarei bons hábitos e me tornarei escravo deles.




2) Amarei todos os comportamentos dos homens, pois cada um tem qualidades a serem admiradas, mesmo se estiverem ocultas.



3) Persistirei até alcançar o êxito. Jamais aceitarei a derrota e retirarei de meu vocabulário palavras como desistir, não posso, incapaz, impossível, fora de cogitação, improvável, fracasso, impraticável, sem esperança e recuo, pois são palavras e expressões de tolos. O êxito de ontem não se transformará em complacência hoje, uma grande razão de fracasso.



4) Concentrarei minha energia no desafio do momento. Os problemas caseiros serão deixados em casa. Os problemas da feira serão deixados na feira.



5) Viverei hoje como se fosse meu último dia. Não desperdiçarei um momento sequer velando os infortúnios ou as derrotas de ontem. Cada minuto de hoje será mais frutífero em relação ao dia de ontem.



6) Serei dono de minhas ações. O fraco deixa seus pensamentos controlarem suas ações. Os fortes forçam suas ações a controlarem seus pensamentos.



7) Cultivarei o hábito de rir. Nenhuma criatura viva ri, à exceção do homem. Na adversidade, para manter minha vida em equilíbrio, ensaiarei as palavras “Isto também passará”, ensinadas pelos antigos. Jamais trabalharei para ser feliz, mas, sobretudo, para permanecer ocupado e não ser triste.



8) Estabelecerei objetivos para cada dia, cada semana, cada mês, cada ano e para minha vida. Ao fixar meus objetivos, pensarei em meu melhor desempenho. Superar os feitos dos outros é importante; superar meus próprios feitos é tudo.



9) Agirei agora. Não evitarei as tarefas de hoje e não as deixarei para amanhã. Para vencer o medo, devo sempre agir sem hesitação.



10) Eu suplicarei, mas apenas pedidos de orientação. Jamais suplicarei pelas coisas materiais do mundo ou dádivas de ouro, amor, saúde, vitórias, fama, êxito ou felicidade.



Baseadas no resumo de Carlos Janssen R. de Souza do livro “O maior vendedor do mundo”, de Og Mandino (Vendamais, Curitiba: Editora Quantum, jun.2004, p. 40).

O MAIOR VENDEDOR DO MUNDO


O Maior Vendedor do Mundo de OG MANDINO, foi o primeiro dos muitos livros que meu avô sugeriu a leitura, pelo título imaginei ser um livro sobre vendas, negócios e confesso que não me motivou muito a leitura do mesmo, mais decidir ler para agradá-lo. O que encontrei foi uma grande lição de vida, que me ajuda até hoje em muitos momentos.



Queria quem sabe ajudar outras pessoas. Por que independentes de trabalhar com vendas ou não, todo ser humano vende algo o tempo todo.


Segue a baixo um resumo desse livro maravilhoso.

Resumo: O Maior vendedor do mundo
Autor: Og Mandino

Hafid quer ser o maior vendedor do mundo, assim como é conhecido seu pai adotivo Pathros.

Pathros resolve colocar o jovem Hafid à prova, dando-lhe uma túnica de sua fabricação, de ótima qualidade com seu logotipo (uma estrela) bordado no tecido.

Hafid terá como tarefa ir até a cidade de Belém, que é considerada muito pobre, e vender essa túnica no prazo de quatro dias, pelo preço que achar justo.

Hafid vai, não muito animado, e chegando a cidade montado em seu burro, oferece a túnica para as pessoas nas ruas, nas casas e para os soldados, sem conseguir vende-la.

Na última noite do prazo ele resolve dormir numa gruta que fica atrás da hospedaria onde faz suas refeições.

Quando de aproxima da gruta, percebe uma luz fraca vinda de seu interior. Resolve entrar para verificar e fica surpreso ao ver um casal e um recém-nascido. O casal estava encolhido e tremia de frio, pois tinha tirado cada um sua túnica para cobrir a criança.

Hafid foi até onde estava seu burro, pegou a túnica vermelha que deveria ter vendido e cobriu o recém-nascido com ela. Devolveu as túnicas do casal que permaneceu em silêncio, e saiu, montou em seu burro para voltar ao acampamento para se encontrar com seu pai.

Ao chegar, muito desanimado ao acampamento, viu seu pai que olhou para ele assombrado, pois uma estrela emitindo uma luz que deixava a noite como o dia, parecia te-lo seguido da gruta até ali.

Hafid, envergonhado, contou a seu pai o que acontecera, que havia falhado como vendedor, e pior, havia dado a túnica para um casal desconhecido cobrir uma criança recém-nascida.

Pathros emocionado, falou que Hafid não havia falhado e à partir daquela noite seria seu sucessor como O Maior Vendedor do Mundo.

Pathros em seu leito de morte, sentindo sua missão cumprida, passou para o filho Hafid o baú contendo os dez pergaminhos de couro, onde estavam escritos os segredos para ele se transformar no Maior Vendedor do Mundo.

A primeira orientação era para que Hafid lesse cada pergaminho durante trinta dias seguidos, ao acordar, ao entardecer e antes de ir dormir.

Para colocar em prática os segredos dos pergaminhos, todos os ensinamentos neles contidos teriam que estar incorporados em Hafid.

Assim ele fez, abriu o baú, retirou o pergaminho de número um e começou a ler: Amor por si e pelos outros, ricos, pobres, arrogantes, humildes, persisitir até conseguir, colocar um tijolo de cada vez, retirar do vocabulário palavras e expressões como: desistir, improvável, incapaz, fracasso, impraticável, fora de cogitação, impossível, sem esperança e recuo.

Pois são palavras e expressões de tolos. Mesmo que o desespero tente me contagiar, prosseguirei assim mesmo. Ignorarei os obstáculos sob meus pés e manterei meus olhos firmes nos objetivos acima de minha cabeça.

Persistirei até alcançar êxito.

Tentarei e tentarei e tentarei de novo.

Jamais permitirei que o dia termine com um fracasso.

esquecerei os acontecimentos do dia anterior, sejam eles bons ou maus, e saudarei o novo dia com a certeza que será o melhor dia de minha vida.

Tudo que eu ganhar, dividirei com os pobres.

Se persisto bastante, vencerei. Sou único, não existe ninguém no mundo que ande ou fale igual à mim. Eu sou o maior milagre da natureza.

Eu persistirei.

Eu vencerei.

Seguindo esses ensinamentos Hafid transformou-se no Maior Vendedor Do Mundo, e muito rico.

Quando pressentiu que o próximo escolhido estava para aparecer, doou toda sua riqueza para os pobres, ficando apenas com o suficiente para viver com conforto o tempo que lhe restava.

Um certo dia apareceu no portão do palácio de Hafid um homem maltrapilho, querendo falar-lhe com urgência.

Hafid ouviu toda sua história, pois esse homem dizia ter sido ali enviado por Jesus, o Messias. Trazia consigo uma túnica vermelha suja e manchada de sangue, com a estrela de Pathros bordada em seu tecido.

Hafid segurando a túnica emocionado, pediu que o homem lhe contasse tudo que sabia sobre a história de Jesus.

O homem contou que Jesus havia nascido numa gruta em Belém.

Hafid logo entendeu que estava diante de seu sucessor: O MAIOR VENDEDOR DO MUNDO.

Dia dos Finados???

Dia de Finados

Você já parou para pensar no sentimento que move as criaturas diante da morte de um ser
querido? Se você nunca teve essa experiência, dificilmente conseguirá pensar devidamente.
É que a morte ainda no Ocidente é uma grande hidra. As criaturas têm um medo terrível da
morte e do morrer. Muito pouca gente se dá conta de que a morte é o reverso da medalha
da vida. Para que nós tenhamos vida, há necessidade de que haja morte.
No planeta material em que nos encontramos, todas às vezes em que nós falamos do
fenômeno da vida, só o falamos porque esse fenômeno está atrelado ao da morte. Para que
uma coisa viva, outra coisa terá que morrer. Para que a planta viva, a semente morre. Para
que o pão apareça, temos que triturar o grão. Dessa maneira, para que nós, seres humanos,
vivamos temos que matar tantas plantas para nos alimentar, alguns animais que alimentam
a nossa mesa.
Temos que digerir, que deglutir uma quantidade enorme de partículas de vida que estão
pelo espaço, pelo ar que respiramos. Temos que gastar uma quantidade muito grande de
oxigênio para podermos sobreviver.
A morte significa muito pouco no conjunto da vida. Afinal de contas, quando pensamos
nesse fenômeno do morrer e aprendemos que a morte é conseqüência do desgaste dos
órgãos, nos apercebemos que começamos a morrer quando nascemos, quando somos
dados à luz e temos que respirar com os nossos próprios pulmões. Aí começa o fenômeno
da queima, do desgaste do órgão, da morte.
Quando nós pensamos nisso, temos que ver que a morte é um fenômeno hipernatural. Tudo
que nasce morre, tudo que é matéria no mundo se transforma, e uma das formas de
transformação nós chamamos de morte. Um dos modos pelos quais as coisas se
transformam é a morte.
Morre a montanha de minério, para que surja a montanha de barro por exemplo. Morre a
ostra para que nasça a pérola. E dessa forma, nós verificamos sempre essa dualidade, vida
e morte, esse claro-escuro da vida e da morte que nos acompanha.
Valeria a pena pensarmos, nesse dia em que as nossas sociedades ocidentais
homenageiam os seus mortos. Chamamos Dia dos Mortos, Dia de Finados, não importa, o
que importa é que dedicamos um dia para prestar homenagem aos nossos antepassados,
aos nossos amigos, aos nossos afetos, aos amores nossos que já demandaram o Mais
Além, que já cruzaram essa aduana de cinzas da imortalidade.
No Dia de Finados encontramos tanta gente verdadeiramente mobilizada por sentimentos
de fraternidade, de ternura, de amor, que vão aos cemitérios, aos Campos Santos, na busca
de homenagear os seus entes queridos. Merece todo respeito essa iniciativa.
Nada obstante percebemos quanto que vamos ficando escravizados dessa situação,
imaginando, supondo, pelos aprendizados que fizemos das nossas religiões, ou pelas
coisas que ouvimos falar aqui e ali, que os nossos mortos estão lá. Chegamos a ouvir as

pessoas dizerem: Eu vou visitar a cova do meu pai. Eu vou visitar a sepultura de minha
mãe.
Como se ali estivesse o seu pai, como se ali a sua mãe estivesse.
Lemos inscrições tumulares do tipo Aqui jaz Fulano de Tal, mas não é verdade. O Fulano de
Tal que nós queremos homenagear não jaz ali na sepultura. Ali estão seus despojos, ali
estão seus restos mortais.
É como se nós tirássemos uma roupa imprestável e atirássemos essa roupa na lixeira.
Esquecemos dela, deixamos que o tempo cumpra o seu papel. Nenhum de nós teria a idéia,
de todos os dias, ir lá visitar a roupa velha e imprestável, atirada no monturo.
Então, nada obstante esse respeito com que nós, cristãos, encaremos essa relação com os
mortos, com o morrer, por mais que estejamos com esse intuito de homenagear aos nossos
seres queridos, será muito importante criarmos o hábito de pensar neles vivos.
Ali na cova, na sepultura não jazem nossos entes queridos. Eles jazem, eles vivem, eles
vibram, na nossa intimidade, nos nossos pensamentos. Eles se movem no Mundo dos
Espíritos.
Ao pensar nos nossos mortos, cabe ter essa certeza de que os nossos mortos vivem, eles
não estão jazendo nos sepulcros.
Que coisa grotesca será imaginar nossos seres amados enterrados na sepultura com os
seus despojos! Vale a pena pensar numa gaiola vazia, donde o pássaro já se foi? Vale a
pena pensar nisso?
O nosso corpo físico, durante um tempo mais ou menos largo, serve-nos de morada, servenos
como uma gaiola que, ao mesmo tempo que nos ajuda a aprender, a crescer, também é
um instrumento através do qual resgatamos aquilo que devemos em face da vida,
coloquemos em ordem a nossa consciência com as Leis Divinas.
Logo, o Dia de Finados, o Dia dos Mortos deveria ser um dia sim, de homenagem aos
nossos seres queridos, mas de outra maneira. Aprendermos a fazer um levantamento de
como se acham nossas disposições na vida, se estamos vivendo de acordo com os
ensinamentos de nossa mãe, de nosso pai, se os estamos homenageando, glorificando
seus nomes, pelo tipo de criatura que sejamos: dignas, nobres, amigas, fraternas,
cooperosas, dedicadas ao bem.
Afinal de contas, de que outra maneira melhor nós poderíamos homenagear os nossos
mortos? Nem sempre levando flores para enfeitar os sepulcros onde se acham seus
despojos. Aqueles recursos das flores, quantas vezes poderiam ser transformados, em
nome dos nossos mortos, em leite para uma criança pobre, em pães para o necessitado, em
remédios para um doente que não os pode comprar, em cadernos para que alguma criança
aprenda.
Nós podemos converter aquela quantidade enorme de cera que compramos para queimar
nos cemitérios, que não vai levar a lugar algum os nossos mortos, que não precisam de cera
queimada, converter isso em roupa, em alimentos, em agasalho, em material escolar, em
medicação, em acompanhamento, em homenagem aos nossos mortos.
Quando presenteássemos uma criança com o kit de material escolar, nós poderíamos dizer
a ela, caso ela entendesse, ou aos seus pais: Faça uma prece por Fulano de Tal, que é meu
filho, que é meu pai, que é minha mãe, que é meu irmão, ou meu amigo.
Nós teríamos formas tão mais agradáveis, tão mais felizes, de homenagear os nossos
mortos. E cantar, brincar, e nos alegrar, como eles gostavam que nós fizéssemos.

No Além, eles continuam gostando. Quantos filhos que se foram para o Mais Além e suas
mães começam a morrer aqui na Terra. Não se tratam mais, não se cuidam mais, não os
respeitam mais.
Se seus filhos gostavam de vê-las bem vestidas, bem cuidadas, alegres, joviais, em
homenagem a eles, no Dia dos Mortos e em todos os dias da vida, continuem assim, bem
cuidadas, dispostas, alegres. O que não nos impede a lágrima de saudade e nunca a
lágrima de revolta.
Se os nossos filhos gostavam de saber que nós estamos envolvidos em atividade social, em
alguma atividade do bem como voluntários, servindo numa escola, servindo num velhanato,
num hospital, vamos continuar a fazer isso em homenagem a eles, em nome deles que de
onde estiverem, nos aplaudirão, nos incentivarão.
Se tivemos nossos entes queridos desencarnados em situações drásticas, pela drogadição,
pelo vírus do HIV ou pelo suicídio, mais motivos temos de rogar a Deus por eles, de
homenageá-los, fazendo toda a cota de bem que nos for possível. Em honra deles.
Não tenhamos qualquer mágoa deles. Não imaginemos que eles estejam perdidos para
sempre. Nunca suponhamos que Deus os vá castigar por sua fragilidade, porque Deus não
é um juiz que sentencia. Deus é um Pai que ama, e certamente, se nós estamos fazendo as
coisas boas para homenagear no Dia de Finados, ou ao longo dos dias do ano, os nossos
amores que foram para o Além, por vias naturais ou por alguma enfermidade, o que é que
não faremos para homenagear àqueles que saíram de maneira tão triste, tão lastimável da
convivência com o corpo físico.
Por isso é que a nossa oração por eles deverá partir do nosso coração, do mais íntimo do
nosso ser, pensando em Deus como o Pai comum de todos nós, mas nos colocando diante
da vida de maneira muito operosa, nos tornando pessoas úteis, a fim de que o Dia de
Finados transcorra para nós como mais um dia em que homenageamos os nossos seres
queridos que demandaram o Mais Além, na vibração, na torcida, fazendo os votos para que
os nossos amores, que já se transformaram em estrelas, sejam felizes nessas dimensões
do Invisível, junto a Esse amor incomensurável de nosso Pai Celeste.
José Raul Teixeira

O grande e verdadeiro amor

“…

por João Mellão Neto Em 02 Apr 2010

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Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos têm ódio, orai por aqueles que vos perseguem…”
Sermão da Montanha – Jesus Cristo

Jesus proferiu essas palavras alguns dias antes de morrer, quase dois mil anos atrás. Muitas religiões nasceram e morreram antes e depois de sua passagem. Mesmo aqueles que não professam a fé cristã hão de admitir que ela tem algo de sagrado e divino, eis que venceu o implacável teste do tempo. Mais de 80 gerações se sucederam e a cristandade sobrevive. Ela abrange mais de um terço da humanidade.

A teologia cristã não é de todo original. Sua base é o judaísmo, muitos dos seus elementos vêm do zoroastrismo, cinco séculos anterior a Jesus. Não ouso explicações. A fé se justifica unicamente por si mesma. Mas, se as palavras de Cristo permanecem vivas e presentes, se ainda são capazes de encantar e converter os homens modernos é porque há nelas uma mensagem extremamente poderosa, algo que transcende todas as nossas filosofias e crenças do cotidiano.

A Paixão de Cristo, o seu trágico sacrifício compõe um enredo por demais chocante para que não sensibilize o mais frio dos mortais. Mas a História está repleta de heróis, muitos milhares também padeceram em suplício. Por que Cristo, e somente ele, comove até hoje as multidões? Por que ele era filho de Deus? Ora, inúmeros outros messias também se arvoraram tal paternidade. Por que só nele a creditamos como autêntica?

Talvez a resposta esteja no ensinamento em epígrafe.

Cristo pregava o amor, como inúmeros outros sábios também pregaram o amor. Mas o amor de Cristo era diferente. De tão amplo, abrangente e sublime, é um nível de amor cuja grandeza só pode ter emanado de um Ser Superior. É o verdadeiro amor de Deus, enunciado somente por Ele, que se fez homem para transmiti-lo aos mortais. Nenhum outro profeta, em toda a História, fez uma proposta semelhante.

Se amar, em si, já é difícil, o que dizer de amar até mesmo os nossos desafetos? Isso é humanamente possível?

Aqui se segue uma tímida tentativa de compreensão.

O amor se eleva em três níveis.

O primeiro é o amor-mito de que nos fala Aristófanes, no Banquete de Platão. No início dos tempos, nossos ancestrais eram duplos, possuíam ambos os sexos e compunham uma unidade perfeita. Por ousarem confrontar os deuses, estes os puniram, cortando-os em duas metades incompletas. Passamos nossa vida tentando recompor essa unidade, tentando fundir dois seres num só e, assim, voltar à completude, que é a condição da felicidade. Essa busca de união, para Aristófanes, é a essência do amor.

Talvez seja a essência do amor romântico. Mas o amor é muito mais do que isso. Esse amor é profundamente egoísta e possessivo. Que amor é esse no qual preferimos ver nossa amada morta a vê-la feliz nos braços de outrem?

Há um segundo nível, mais altruísta e desprendido. É o amor desinteressado e incondicional que os pais têm pelos filhos, que os casais mais antigos nutrem entre si e que os verdadeiros amigos cultivam. É um amor que, se preciso, implica renúncia. O bem do outro é o nosso bem, a felicidade do outro nos faz felizes. Este amor é mais sublime, pois não envolve cobiça, posse ou submissão. Amamos os outros como eles são e a nós nos basta saber que eles nos amam também. Não se trata mais de paixão voraz de Aristófanes, mas sim de um sentimento plácido, suave e permanente. Este seria o verdadeiro e mais elevado nível de amor.

Mas Cristo nos pede mais. Este amor altruísta é belo, é puro, é imenso na sua natureza, mas muito restrito no seu alcance. A quantas pessoas, no mundo, somos capazes de dedicar este amor? Aos nossos filhos, aos nossos pais, ao nosso parceiro, a algumas dezenas de amigos sinceros? E os nossos outros bilhões de irmãos? Ficam todos de fora? Não, o amor altruísta, apesar de sublime, não é ainda o amor maior.

O grande amor, o amor cristão, há de ser um amor universal, um sentimento que abranja a todos. Um forte laço de solidariedade nos une por que somos todos semelhantes em nossa fragilidade e fraqueza; porque, não obstante nossas discordâncias somos todos igualmente humanos, mortais e filhos legítimos de Deus.

Nosso amor pelo próximo se dá por reflexo de nosso amor por Deus. Amamos a todos porque amamos a Deus e porque sabemos que Deus nos ama, indistintamente, a todos. Nas palavras de Jesus, esse amor é indispensável para que sejamos “filhos de nosso Pai, o qual faz nascer o Sol sobre os bons e os maus e cair a chuva sobre os justos e injustos”.

É um amor que só brota em consequencia da verdadeira comunhão com Deus. É um amor que não requer causa, não escolhe objeto, nem busca reconhecimento. As dores de cada um são as dores de todos. Nossas humanas divergências não podem sobrepujar os nossos indissolúveis laços divinos de irmandade e de fraternidade.

Por que haveríamos de ser assim, perguntaríamos a Jesus. No mesmo sermão, ele nos responde: “Porque, se vós não amais senão os que vos amam, que fazeis de especial? Não fazem isso também os pagãos?”
Para fazermos jus ao Reino do Céu, Cristo nos impõe esse transcendente e quase sobre-humano sentimento de amor: “Sede, pois, perfeitos, como vosso Pai Celestial é perfeito.”

Faz sentido. O ódio é um sentimento que se alimenta do sentimento com que é retribuído. O ódio só gera mais ódio. Ele só perde a força e se dissolve quando é respondido pelo amor.

Este é o verdadeiro amor cristão e foi em nome dele que Jesus se deixou martirizar na cruz. Nas palavras de Spinoza, para Jesus, as mentes não são conquistáveis pelas armas, mas sim pela grandeza da alma.

E, imbuído dessa grandeza, ele cedeu a sua vida por nós.

Artigo publicado no jornal “O Estado de São Paulo” em Abril de 2004.

UM ANO SEM UM GRANDE HOMEM

Digitalizar0001 É difícil suportar,A dor da despedida,Principalmente quando a partida,É para nunca mais voltar.

"Olhemos para os mortos como para os ausentes;

pensando assim não nos enganaremos." (Sêneca)

"A morte não é mais do que o regresso à verdadeira

vida." (Scipião)

Digitalizar0055 E lá se foi um ano sem a sua presença física, passou rápido, mais ao mesmo tempo parece uma eternidade  sua ausência. O tempo só aumenta a saudade e faz lembrar de todos os conselhos, de todas as dicas e todo carinho e atenção.

O tempo nos faz também lembrar de atitudes que poderiam ter sido diferente, da atenção a mais que poderia ter sido dada, dos cuidados e carinhos que deixamos de dar, as vezes pela falta de tempo na correria da vida, as vezes por imaginar que tudo é eterno e deixar com isso o amor e a dedicação para outro dia, dia que as vezes não chega, então nos deparamos com a ausência eterna e vemos como a vida é frágil e pode acabar a qualquer momento sem que pudéssemos dar todo amor e carinho que as pessoas mereciam,  o tempo não volta atrás jamais a vida segue em frente e só ficam as lembranças.

Me faltam as palavras para te homenagear mais uma vez meu avô, por isso quero te homenagear através dos poetas como gostavas de fazer e mais uma vez te dizer:

MUITO OBRIGADA

 

Se a morte predomina na bravura
Do bronze, pedra, terra e imenso mar,
Pode sobreviver a formosura,
Tendo da flor a força a devastar?
Como pode o aroma do verão
Deter o forte assédio destes dias,
Se portas de aço e duras rochas não
Podem vencer do Tempo a tirania?
Onde ocultar - meditação atroz -
O ouro que o Tempo quer em sua arca?
Que mão pode deter seu pé veloz,
Ou que beleza o Tempo não demarca?
Nenhuma! A menos que este meu amor
Em negra tinta guarde o seu fulgor.

William Shakespeare

vo Soneto da separação

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

Vinícius de Moraes

 

 

Não sei por quê
Mas março vem com chuva
Que lembra despedida
Em seus lenços de nuvens,
Lenços estáticos num céu de mármore
E brisa dúbia de movimento
Com aromas incertos
Que passeiam devagar
Enquanto uma lua de presságios
Banha-se morta entre a névoa inconsciente
Das lápides de areia de uma praia,
Uma praia distante qualquer.
As chuvas de março trazem um silêncio,
Silêncio que lembra as lembranças
Que o sol ausente recusou lembrar.
Águas que como éguas no cio
Na relva molhada do peito
Cavalgam em ruidosa disparada
As cicatrizes vermelhas recentes
Dos sentimentos passados presentes
Que a onda do tempo levou.

Luizdespanha

SAID S SALOMAO_0004

A razão por que a despedida nos dói tanto é que nossas almas estão ligadas.Talvez sempre tenham sido e sempre serão.Talvez nós tenhamos vivido mil vidas antes desta e em cada uma delas nós nos encontramos.E talvez a cada vez tenhamos sido forçados a nos separar pelos mesmos motivos.Isso significa que este adeus é ao mesmo tempo um adeus pelos últimos dez mil anos e um prelúdio do que virá.
Nicholas Sparks

SÃO JÓSE

São José

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Celebra-se hoje, 19 de março, a Solenidade de São José. Neste dia, a Igreja, espalhada pelo mundo todo, recorda solenemente a santidade de vida do seu patrono.
Esposo da Virgem Maria, modelo de pai e esposo, protetor da Sagrada Família, São José foi escolhido por Deus para ser o patrono de toda a Igreja de Cristo.
Seu nome, em hebraico, significa “Deus cumula de bens”.
No Evangelho de São Mateus vemos como foi dramático para esse grande homem de Deus acolher, misteriosa, dócil e obedientemente, a mais suprema das escolhas: ser pai adotivo de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Messias, o Salvador do mundo.
"Quando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor tinha mandado e acolheu sua esposa" (Mt 1,24).
O Verbo Divino quis viver em família. Hoje, deparamos com o testemunho de José, “Deus cumula de bens”; mas, para que este bem maior penetrasse na sua vida e história, ele precisou renunciar a si mesmo e, na fé, obedecer a Deus acolhendo a Virgem Maria.
Da mesma forma, hoje São José acolhe a Igreja, da qual é o patrono. E é grande intercessor de todos nós.
Que assim como ele, possamos ser dóceis à Palavra e à Vontade do Senhor.
São José, rogai por nós!

Um relance sobre o futuro

Khalil Gibran

 

Sino da igreja de Vitrolles, Franca

De trás dos muros do Presente ouvi os sinos da Humanidade.
Ouvi os sons dos sinos a anunciar o início das orações no templo da Beleza. Sinos moldados no metal da emoção e colocados sobre o altar sagrado – o coração humano.


Por trás do futuro vi multidões a adorar no seio da natureza, com as faces voltadas para o oriente e esperando a inundação da luz matinal – o amanhecer da Verdade.


Vi a cidade em ruínas e nada restar para contar ao homem a derrota da ignorância e o triunfo da Luz.


Vi os anciãos sentados à sombra de ciprestes e salgueiros, rodeados de jovens que escutavam as suas histórias de tempos idos.


Vi os jovens a dedilhar as suas guitarras e a tocar as suas flautas, e jovens mulheres de cabelos soltos dançam sob as árvores de jasmim.


Vi os homens a ceifar o trigo e as mulheres a recolher os molhos e a cantar canções alegres.


Vi uma mulher a enfeitar-se com uma coroa de lírios e um corpete de folhas verdes.

Vi a Amizade fortalecida entre o homem e todas as criaturas, e clãs de aves e borboletas a voar em direcção aos riachos, com confiança e segurança.


Não vi pobreza; nem encontrei excesso. Vi a fraterniadade e a igualdade a prevalecer entre os homens.


Não vi um único médico, porque todos tinham o saber e os meios para se curar a si mesmo.


Não encontrei nenhum padre, porque a consciência era então o sumo sacerdote. Nem vi um advogado, porque a natureza tinha tomado o lugar dos tribunais e os tratados de amizade e companheirismo reinavam.


Vi que o homem sabia que era o alicerce da criação e que se tinha elevado acima da mesquinhez e da baixeza, e tirado o véu da confusão dos olhos da alma; esta alma agra consegue ler o que as nuvens escrevem na face do céu e o que a brisa desenha na superfície da água; percebe agora o significado do sopro da flor e das cadências do rouxinol.


De trás dos muros do Presente, no palco das eras por vir, vi a Beleza como um noivo, o Espírito como uma noiva e a vida como a Noite cerimonial do Kedre.*


* Uma noite da quaremas muçulmana durante a qual, segundo se diz, Deus concede aos fiéis os seus desejos.

imagesCADK3235 “Esta bela parábola de Gibran nos leva ao mundo encantado de sonho e fantasias e alegres ilusões, e nos ensina que a única alegria verdadeira é a presença de Deus em nossos corações.

Assim como na noite de Keder, na qual se diz que Deus atende os desejos dos devotos, vamos unir as nossas orações e pedir que a Noite Santa do Natal, traga amizade, solidariedade e fortaleça a fé e o amor e que renasça a esperança e a fraternidade, e com alegria nos corações festejamos a vinda de Jesus.”

Said Salomão

UM CREDO DE NATAL

VERA LÚCIA

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Creio nas flores e em sua gloriosa indiferença em relação á incerteza do amanhã.













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Creio nos pássaros, e em sua confiança implícita na Providência divida que os alimenta.

















017_especial Creio nos riachos, que entonando como um salmo, murmuram a doce esperança de encontrar o distante oceano para o qual pacientemente caminham.















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Creio na brisa que sussurra, pois ela me ensina a ouvir a pequenina e tranquila voz dentro da minha alma febril.














nuvens2_011 Creio nas nuvens errantes, já que elas fazem-me ver que a vida, como um dia de verão, deve conter alguma escuridão que revele seu sentimento oculto.














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Creio na chuva branda, acentuada com lágrimas mornas, mostrando-me que nada cresce se não for fertilizado com lágrimas.





















BXK18079_robertafebran_pordosol800 Creio na quietude dourada do pôr-do-sol, refletindo a glória momentânea do grande universo que existe além do meu restrito horizonte.















orvalho Creio na suavidade do orvalho que cai, revelando a infinita nascente de águas vivas onde tudo é ressecado e debilitado.
















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Creio na santidade do crepúsculo, porque me conscientiza da presença de Deus, e eu sei que não estou só. E tudo o que mais creio está entesourado em sentimentos tão profundos que as palavras não conseguem atingir.

OS SIMBOLOS DE NATAL

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spacer NATAL – Palavra abreviada do termo “Natalício” e que significa nascimento. Hoje em dia falar de Natal é falar do dia 25 de Dezembro, nascimento de Jesus. Mas será que JESUS nasceu em Dezembro? Quando você se preocupa a ponto de procurar um dicionário ou um livro criterioso descobre-se que nosso calendário está tão errado que segundo cálculos, JESUS nasceu a mais ou menos cinco anos antes da data que fora estipulado pelo nosso calendário. Agora imaginem, se erraram o ano, quanto mais o dia !!! Segundo John D. Davis no seu dicionário da Bíblia, o mês aproximado do seu nascimento seria março.

Não se sabe a data precisa do nascimento de Jesus. Os primeiros cristãos não celebravam Seu nascimento porque consideravam a comemoração do aniversário um costume pagão. A primeira menção de observância do nascimento de Cristo aparece por volta do ano 200. Durante muitos anos, comemorava-se em várias datas. O dia 25 de dezembro foi mencionado pela primeira vez em 336. Os cristãos egípcios celebravam o Natal no dia 6 de janeiro. Muitos membros das Igrejas Ortodoxas orientais ainda comemoram a natividade nesta data.

O que todos pregam neste dia é: paz, alegria, presentes, lembranças e gratidão mas, a experiência tem demonstrado o a contrário. O período Natalino é marcado pela melancolia dos pais que não conseguem com os seus remidos salários satisfazerem os desejos de seus filhos!! Este espírito natalino ( que não procede de Deus) forjado no inferno tem marcado gerações inteiras com lembranças de humilhação, pelo preconceito, social, por um espírito enganoso de caridade quando na verdade por traz existe um capitalismo e adoração a ídolos.

Será que foi assim o nascimento de JESUS? Não, antes a palavra diz: “o povo que andava em TREVAS, viu grande LUZ, e aos que viviam na região da sombra da morte resplandeceu-lhes a LUZ.”

 

A DATA
“A festa litúrgica do natal passou a ser oficialmente comemorada no dia 25 de dezembro, como “Dies natalis”, por determinação do Papa Júlio I (que governou a igreja católica de 337 a 352)”.
Anteriormente, no dia 25 de dezembro comemorava-se dia do natal do sol invencível. “Entre outras divindades era festejado o deus Mitra, (um deus dos antigos Persas, que também era chamado de “A Luz Divina”)”. Nesta data eram realizadas ruidosas celebrações e banquetes sagrados, em que eram utilizados pão, vinho e água.

Daí, a igreja católica transformou a "Festa do Natal do Sol Invencível" em dia do Natal!
Antigamente no dia 25 de “tebete” (tebete corresponde no nosso calendário ao mês de dezembro), comemorava-se em toda a babilônia o nascimento de Tamuz, o deus jovem filho de Marduk e Istar (Marduk o deus pai, Tamuz o deus filho e Istar a rainha do céu - a mãe do falso deus). Tamuz era considerado o vivificador da natureza, por ocasião de seu aniversario toda a babilônia era enfeitada com pinheiros, que era a árvore de sua predileção.

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Papai Noel, São Nicolau ou Santa Claus.
“São Nicolau foi o bispo de Mira, na Lícia (Ásia menor), tendo tomado parte no Concílio de Nicélia, no ano 325, Ficou famoso por sua generosidade tornando-se o padroeiro das crianças, dos estudantes, dos escravos, dos sentenciados, dos marinheiros, dos ricos e dos pobres, e também o patrono da Rússia”.
“Durante muito tempo, foi costume, no dia 6 de dezembro (data que se comemora o dia de São Nicolau, os pais darem presentes para as crianças, dizendo-lhes que era São Nicolau que trazia do céu).”.
“Esse costume de dar presentes, no dia 6 de dezembro, aos poucos foi transferindo para o dia do natal”. Portanto, Papai Noel, São Nicolau ou Santa Claus são a mesma pessoa.
A crença que o Papai Noel entra pela chaminé, se origina de uma velha lenda escandinava, que apregoava que a deusa Herta aparecia na Lareira e trazia boa sorte.

O Papai Noel é um símbolo natalino tipicamente norte-americano. Na verdade, algumas das características de Papai Noel remontam a muitos séculos. Por exemplo, a crença de que ele entra nas casas pela chaminé se origina de uma velha lenda escandinava. Os escandinavos acreditavam que a deusa Herta aparecia na lareira e trazia boa sorte para a casa.

Em 1822, Clement Moore, poeta e pastor norte-americano, descreveu pela primeira vez seu traje guarnecido de peles e o trenó puxado por renas. No final do séc.. XIX, um cartunista norte-americano, Thomas Nast, fez uma série de desenhos que estabeleceram a imagem de Papai Noel, um velhinho barrigudo de bochechas vermelhas.

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Árvore de Natal
Existem diversas lendas sobre árvore de natal, a mais “aceita” é que o missionário Inglês Wintfrid (mais tarde conhecido como São Bonifácio) viaja pelo Norte da Alemanha quando encontrou um grupo de Druidas, que iam sacrificar perto de um carvalho o príncipe Astolfo, tendo Bonifácio interronpido o sacrifício e cortado o carvalho, sendo que imediatamente surgiu no lugar do carvalho um pinheiro”.
Inicialmente, as árvores eram decoradas. Os escandinavos decoravam suas árvores com rede de pesca e pequenas bandeiras. Os Poloneses usavam velas e ornamento de papel brilhante. Nos Estados Unidos as primeiras ornamentações eram de papel feitas em casa, bengalinhas de confeitos e cordões de pipoca e uvas-do-monte.
O “Pinheiro foi adotado porque ele é verde e resistente ao tempo”, e nunca perde as folhas no inverno . Os Romanos davam ramos verdes como votos de boa sorte, da mesma forma, o “Pinheiro verde também da boa sorte”.

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 Os Magos
Primeiro que eles não eram reis, eram astrólogos que estudavam os astros, observavama nova estrela e chegaram até Jesus (Mateus 2:1 á 13)
Na bíblia não faz referencia que eram três. Talvez se afirmasse esta lenda pelo fato dos magos terem oferecido três presentes:
OURO: em homenagem à realeza de Jesus.
INCENSO: como tributo à Divindade de Jesus.
MIRRA: para referenciar a sua humanidade. Parece estranho, que os magos tenham ofertado tal especiaria, que era usada para abrandar as dores e também para embalsamar cadáveres, a um recém-nascido  porém prenunciavam a sua morte. (Marcos 15:23)

 

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Estrela

É usada em todo o mundo como um símbolo do Natal. Representa a estrela do Oriente mencionada na Bíblia em Mateus 2,1-2: "Nascido, pois, Jesus em Belém da Judéia... chegaram do Oriente a Jerusalém uns magos, dizendo: Onde está o rei dos Judeus que acaba de nascer? Porque vimos sua estrela no Oriente e viemos adora-lo".

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Cartões de Natal.

Até há pouco tempo, não havia o costume de enviar cartões de Natal. O primeiro cartão desenhado especialmente com o intuito comercial foi criado em 1843, pelo artista John Calcott Horsley. Charles Goodall e Filhos, de Londres, começaram a imprimir e vender cartões de Natal em grande escala em 1862. Logo, eles se tornaram tão populares quanto os bilhetes pessoais manuscritos que as pessoas enviavam até então. Por volta de 1875. Louis Prang, um litógrafo de Boston, começou a imprimir cartões coloridos. Atualmente, milhões de pessoas enviam cartões de Natal a seus parentes, amigos e pessoas com quem têm relações comerciais.

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Presépio. Em muitas igrejas e casas, especialmente nos países latinos, arma-se um presépio na época do Natal. O presépio é uma reprodução do nascimento de Cristo, com o Menino Jesus na manjedoura, rodeado pela Virgem Maria, São José, os Reis Magos, os pastores e os animais.

O primeiro presépio foi construído na Itália em 1223, por São Francisco de Assis. Representa o nascimento de Jesus, nos dando um exemplo de humildade, amor e singeleza. São Francisco quis mostrar ao mundo, que Jesus senso Rei dos Reis, nasceu num estábulo, sobre palhas de uma tosca manjedoura, aquecida pela presença de um boi e de um burrinho.

José e Maria, Pais de Jesus, simbolizam a família que é o alicerce de uma sociedade. Os Reis, pastores, significam os amigos.

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 O Nascimento de Jesus
“Ora, o nascimento de Jesus foi assim: Estando Maria sua mãe, desposada com José, sem que tivessem antes coabitado, achou-se grávida pelo Espírito Santo”. Mas José, seu esposo, sendo justo e não querendo infamar, resolveu deixa - lá secretamente. Enquanto ponderava nestas coisas, eis que lhe apareceu, em sonho, um anjo do Senhor (Gabriel) dizendo: José filho de Davi não temas receber Maria, tua mulher, porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo.
Ela dará a luz um Filho e lhe porás o nome Jesus, porque Ele salvará o seu povo dos pecados deles.
Ora, tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta: “ Eis que a virgem conceberá e dará à Luz um Filho e Ele será chamado de Emanuel (que quer dizer Deus conosco)”. Mateus 1: 18 a 23
A profecia acima, foi feita por Isaías cerca de 720 anos antes de Cristo nascer.
Miquéias foi um profeta do Velho Testamento. Foi em sua profecia, no século VIII antes de Cristo, que foi anunciado o lugar do nascimento de Jesus.
“E Tu, Belém Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de Ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da Eternidade”. Miquéias 5:2

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Conclusão
A data do natal virou ocasião para gordos lucros comerciais onde o personagem principal que deveria ser louvado, JESUS CRISTO, este, na maioria das vezes, nem é lembrado, pois foi Jesus que nos deu o maior presente: Vida Eterna.
Se olharmos para o 25 de dezembro, não como o mundo olha, mas recordando o sacrifício vicário de Cristo, que deu a sua vida para nos salvar, e que transformação que Deus planejou para nossa vida, não se opera, através do belo e misterioso nascimento de Jesus na manjedoura de Belém, mas através da sua morte, pois ele é O Caminho, A Verdade, A Vida e ninguém vêm ao Pai, senão por Jesus.” João 14:6.

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Então entenderemos que o “Natal”, é a ocasião de abrirmos os lábio em louvor e gratidão a Deus; é o momento de pararmos um pouco, para considerarmos o que seria de nós, de nossa vida, se Jesus não tivesse vindo, é hora de seriamente reconhecermos o Senhorio daquele que ao vir no mundo, nos resgatar a comprar para si, recusou humilhar-se a te a morte, e morte de cruz”.

Só o amor pode salvar o homem e tornar o mundo justo, bondoso e caridoso. O amor aquece o coração, afasta o ódio, a inveja, a ambição. Quem sabe e tem capacidade para amar esta salvo.Recebe Jesus, doação total.

O verdadeiro nascimento de Jesus acontece em nosso coração.
É tempo de despertar em cada coração os mais belos sentimentos.
O Salvador Jesus,deseja ardentemente nascer em nossos corações!

Que Jesus nasça em nossos corações e que nosso Natal seja uma festa de muita paz,harmonia e esperança!

MINHA ORAÇÃO

RABINDRANATH TAGORE

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"Esta é a minha oração a ti, ó meu mestre:

Arranca do meu coração a raiz da avareza.

Dá-me força para suportar sem dificuldade as minhas alegrias e tristezas.

Dá-me força para fazer o meu amor frutificar em devoção para louvar-te.

Dá-me força para nunca desdenhar dos pobres e nem dobrar o joelho diante do poder insolente.

Dá-me força para elevar o meu espírito muito acima das frivolidades quotidianas.

E dá-me força para submeter com amor minha força à tua vontade."

Rabindranath Tagore (1861-1941), poeta dramaturgo, educador e pensador indiano; Prêmio Nobel de Literatura de 1913.

VIDA SINGULAR

 

Luciana Novaski

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Eis aqui um homem que nasceu numa obscura aldeia, filho de uma simples camponesa.
Cresceu em outra humilde aldeia;
Trabalhou como um modesto carpinteiro até os 30 anos de idade.

Foi somente durante os três anos seguintes que pregou sua mensagem.

Nunca escreveu um livro.
Nunca exerceu qualquer cargo.
Nunca teve um lar.
Nunca constituiu família .
Nunca freqüentou uma universidade.
Nunca a planta de seus pés pisaram uma grande cidade.
Nunca se distanciou mais de 300 kms do povo onde nasceu.
Nunca fez alguma coisa que pudesse aparentar grandeza.

Suas credenciais eram a sua própria personalidade.
Nada teve em comum com este mundo, exceto o simples poder da sua singular humanidade.
Quando se fez conhecer, o ímpeto da opinião popular se voltou contra ele.

Seus amigos o negaram e abandonaram.
Um deles o traiu e o vendeu a seus inimigos.
Foi condenado mediante a farsa de um juízo simulado.
Foi cravado em uma cruz entre dois ladrões.
Enquanto morria, seus executores tiravam sorte sobre a única propriedade que tinha na terra - sua túnica.

Ao morrer foi enterrado em uma tumba emprestada pôr piedade de um amigo.


2009 LONGOS ANOS SÃO PASSADOS E HOJE, ELE É A PERSONALIDADE CENTRAL DA RAÇA HUMANA E LÍDER DA CIVILIZAÇÃO MODERNA.


Todos os exércitos deste mundo, todas as frotas que já se construíram, todos os parlamentos que já se reuniram, assim como todos os reis que já reinaram, postos todos juntos, não influíram tão poderosamente na vida da humanidade como o fez esta vida singular -

JESUS CRISTO

PRESÉPIO

Carlos Drummond de Andrade

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Dasdores (assim se chamavam as moças daquele tempo) sentia-se dividida entre a Missa do Galo e o presépio. Se fosse à igreja, o presépio não ficaria armado antes de meia-noite e, se se dedicasse ao segundo, não veria o namorado.

É difícil ver namorado na rua, pois moça não deve sair de casa, salvo para rezar ou visitar parentes. Festas são raras. O cinema ainda não foi inventado, ou, se o foi, não chegou a esta nossa cidade, que é antes uma fazenda crescida. Cabras passeiam nas ruas, um cincerro tilinta: é a tropa. E viúvas espiam de janelas, que se diriam jaulas.


Dasdores e suas numerosas obrigações: cuidar dos irmãos, velar pelos doces de calda, pelas conservas, manejar agulha e bilro, escrever as cartas de todos. Os pais exigem-lhe o máximo, não porque a casa seja pobre, mas porque o primeiro mandamento da educação feminina é: trabalharás dia e noite.

Se não trabalhar sempre, se não ocupar todos os minutos, quem sabe de que será capaz a mulher? Quem pode vigiar sonhos de moça? Eles são confusos e perigosos. Portanto, é impedir que se formem. A total ocupação varre o espírito.

Dasdores nunca tem tempo para nada. Seu nome, alegre à força de repetido, ressoa pela casa toda. "Dasdores, as dálias já foram regadas hoje?" "Você viu, Dasdores, quem deixou o diabo desse gato furtar a carne?" "Ah, Dasdores, meu bem, prega esse botão para sua mãezinha”. Dasdores multiplica-se, corre, delibera e providencia mil coisas. Mas é um engano supor que se deixou aprisionar por obrigações enfadonhas.

Em seu coração ela voa para o sobrado da outra rua, em que, fumando ou alisando o cabelo com brilhantina, está Abelardo.
Das mil maneiras de amar, ó pais, a secreta é a mais ardilosa, e eis a que ocorre na espécie. Dasdores sente-se livre em meio às tarefas, e até mesmo extrai delas algum prazer. (Dir-se-ia que as mulheres foram feitas para o trabalho... Alguma coisa mais do que resignação sustenta as donas-de-casa.)

Dasdores sabe combinar o movimento dos braços com a atividade interior — é uma conspiradora — e sempre acha folga para pensar em Abelardo. Esta véspera de Natal, porém, veio encontrá-la completamente desprevenida. O presépio está por armar, a noite caminha, lenta como costuma fazê-lo no interior, mas Dasdores é íntima do relógio grande da sala de jantar, que não perdoa, e mesmo no mais calmo povoado o tempo dá um salto repentino, desafia o incauto: "Agarra-me!"

Sucede que ninguém mais, salvo esta moça, pode dispor o presépio, arte comunicada por uma tia já morta. E só Dasdores conhece o lugar de cada peça, determinado há quase dois mil anos, porque cada bicho, cada musgo tem seu papel no nascimento do Menino, e ai do presépio que cede a novidades.

As caixas estão depositadas no chão ou sobre a mesa, e desembrulhá-las é a primeira satisfação entre as que estão infusas na prática ritual da armação do presépio. Todos os irmãos querem colaborar, mas antes atrapalham, e Dasdores prefere ver-se morta a ceder-lhes a responsabilidade plena da direção. Jamais lhes será dado tocar, por exemplo, no Menino Jesus, na Virgem e em São José. Nos pastores, sim, e nas grutas subsidiárias. O melhor seria que não amolassem, e Dasdores passaria o dia inteiro compondo sozinha a paisagem de água e pedras, relva, cães e pinheiros, que há de circundar a manjedoura. Nem todos os animais estão perfeitos; este carneirinho tem uma perna quebrada, que se poderia consertar, mas parece a Dasdores que, assim mutilado e dolorido, o Menino deve querer-lhe mais. Os camelos, bastante miúdos, não guardam proporção com os cameleiros que os tangem; mas são presente da tia morta, e participam da natureza dos animais domésticos, a qual por sua vez participa obscuramente da natureza da família. Através de um sentimento nebuloso, afigura-se-lhe que tudo é uma coisa só, e não há limites para o humano. Dasdores passa os dedos, com ternura, pelos camelinhos; sente neles a macieza da mão de Abelardo.

Alguém bate palmas na escada; ô de casa! amigas que vêm combinar a hora de ir para a igreja. Entram e acham o presépio desarranjado, na sala em desordem. Esta visita come mais tempo, matéria preciosa ("Agarra-me! Agarra-me!").

Quando alguém dispõe apenas de uns poucos minutos para fazer algo de muito importante e que exige não somente largo espaço de tempo mas também uma calma dominadora — algo de muito importante e que não pode absolutamente ser adiado - se esse alguém é nervoso, sua vontade se concentra, numa excitação aguda, e o trabalho começa a surgir, perfeito, de circunstâncias adversas. Dasdores não pertence a essa raça torturada e criadora; figura no ramo também delicado, mas impotente, dos fantasistas. Vão-se as amigas, para voltar duas horas depois, e Dasdores, interrogando o relógio, nele vê apenas o rosto de Abelardo, como também percebe esse rosto de bigode, e a cabeleira lustrosa, e os olhos acesos, dissimulados nas ramagens do papel da parede, e um pouco por toda parte.

A mão continua tocando maquinalmente nas figuras do presépio dispondo-as onde convém. Nada fará com que erre; do passado a tia repete sua lição profunda. Entretanto, o prazer de distribuir as figuras, de fixar a estrela, de espalhar no lago de vidro os patinhos de celulóide, está alterado, ou subtraí-se. Dasdores não o saboreia por inteiro. Ou nele se insinuou o prazer da missa? Ou o medo de que o primeiro, prolongando-se, viesse a impedir o segundo? Ou um sentimento de culpa, ao misturar o sagrado ao profano, dando, talvez, preferência a este último, pois no fundo da caminha de palha suas mãos acariciavam o Menino, mas o que a pele queria sentir sentia, Deus me perdoe — era um calor humano, já sabeis de quem.

Aqui desejaria, porque o mundo é cruel e as histórias também costumam sê-lo, acelerar o ritmo da narrativa, prover Dasdores com os muitos braços de que ela carece para cumprir com sua obrigação, vestir-se violentamente, sair com as amigas — depressa, depressa, ir correndo ladeira acima, encontrar a igreja vazia, o adro já quase deserto, e nenhum Abelardo. Mas seria preciso atribuir-lhe, não braços e pernas suplementares, e sim outra natureza, diferente da que lhe coube, e é pura placidez. Correi, sôfregos, correi ladeira acima, e chegai sempre ou muito tarde ou muito cedo, mas continuai a correr, a matar-vos, sem perspectiva de paz ou conciliação.

Não assim os serenos, aqueles que, mesmo sensuais, se policiam. O dono desta noite, depois do Menino, é o relógio, e este vai mastigando seus minutos, seus cinco minutos, seus quinze minutos. Se nos esquecermos dele, talvez pule meia hora, como um prestidigitador furta um ovo, mas, se nos pusermos a contemplá-lo, os números gelam, o ponteiro imobiliza-se, a vida parou rigorosamente. Saber que a vida parou seria reconfortante para Dasdores, que assim lograria folga para localizar condignamente os três reis na estrada, levantar os muros de Belém. Começa a fazê-lo, e o tempo dispara de novo. "Agarra-me! Agarra-me!" Nas cabeças que espiam pela porta entreaberta, no estouvamento dos irmãos, que querem se debruçar sobre o caminho de areia antes que essa esteja espalhada, na muda interrogação da mãe, no sentimento de que a vida é variada demais para caber em instantes tão curtos, no calor que começa a fazer apesar das janelas escancaradas — há uma previsão de malogro iminente. Pronto, este ano não haverá Natal. Nem namorado. E a noite se fundirá num largo pranto sobre o travesseiro.

Mas Dasdores continua, calma e preocupada, cismarenta e repartida, juntando na imaginação os dois deuses, colocando os pastores na posição devida e peculiar à adoração, decifrando os olhos de Abelardo, as mãos de Abelardo, o mistério prestigioso do ser de Abelardo, a auréola que os caminhantes descobriram em torno dos cabelos macios de Abelardo, a pele morena de Jesus, e aquele cigarro — quem botou! — ardendo na areia do presépio, e que Abelardo fumava na outra rua.

O texto acima, considerado um dos cem melhores contos brasileiros do século por Ítalo Moriconi, foi extraído do livro "Contos de Aprendiz", Editora do Autor - Rio de Janeiro, 1963, pág. 51.

O DIA EM QUE JESUS NASCEU

                                            POR kHALIL RAMEZ SARKIS


  A história que vão ler me foi contada na minha adolescência.Ela não parece ter deixado nem traço na literatura árabe, nem da antiga nem da moderna. Eu dedico a todos os homens que apesar da idade conservam jovem o coração.

Era uma vez um fazendeiro e um caçador chamado Matias, que levava vida tranquila e fulgal, com sua mulher e sua filha, Maria, num lugarejo perdido nas montanhas.
Um dia, vem a saber que um urso vaga pelos campos desertos dos arredores, onde rondavam somente os chacais.Matias decide caçá-lo, apanha a espingarda e sai a sua procura.Procura noites e dias sem resultado.

urso_polar2 Cansado, resolve voltar para casa, na véspera do Natal, quando, de repente, vê o urso a poucos passos dele. Era uma fêmia; e sua cria, repirando inocênte, saltitava a seu lado. Ansioso por poupar o filhote, Matias aponta sua espingarda, visa a mãe e atira. Mas erra, e o ursinho é atingido mortalmente.
Abatida, como se ferida na alma, a ursa curva-se sobre o filhote, lambe a ferida e caminha a passos lentos, na esperança que ele a siga. Mas, em breve sente o sopro da morte, afastando-se dolorosamente e desaparece na neblina. Assi, nesta véspera de Natal, correu sangue inocente sobre a brancura da neve.


Durante todo um ano, a ursa não apareceu mais na região. Não retornou senão quando se aproximava o Natal. Alguns camponeses a viram e precipitaram-se para previnir Matias contra uma possivel vingança. Sua mulher, inquieta, implora-lhe que aban4953urso2done a caça; mas Matias não é homem de ceder.
Na vespera de Natal,quando todas as famílias preparam sua árvore tradicional, quando os vales repetem os ecos dos hinos e dos carrilhões, quando todo o povoado se aproxima para acolher o Menino-Deus, Matias pensa na ursa. Sai, firmemente decidido a matá-la.
Sua filha Maria o acompanha até a estrada e quer segui-lo. Para conseguir que ela volte, promete-lhe um ursinho como presente de festa. Satisfeita, ela retrocede. Mas a imagem do bonito presente dos seus sonhos a arrebata, e ela segue de longe o pai em vez de voltar sua mãe. Seu pai vislumbra a ursa numa abertura entre duas rochas. No momento em que se apresta para atirar, sua filha, do outro lado, se dirige para ursa, cantarolando e fazendo drapejar um véu.


Ao ver a menina, Matias sentiu-se paralisado e perdido. Se chamasse a menina, atrairia a atenção da ursa. Se atirasse, arriscar-se-ia a matar a sua  filha, como tinha matado o filhote da ursa. Entrementes, a pequenina chega á frente da ursa que, vendo-a, dela se aproxima.
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Matias se ajoelha e se entrega a Deus. Fecha os olhos diante de um espetáculo cujo fim trágico ela já prevê. Mas quando os reabre, qual não é a sua estupefação ao ver a ursa acariciar ternamente a pequena Maria e, depois, transporta-la e depositá-la na estrada, antes de entrar novamente na bruma e desaparecer!
Corre, então, o caçador para sua filha, estreita-a contra o peito, chorando e agradecendo a Deus. Ela lhe conta seu encontro com a ursa, suas brincadeiras, e depois sussurra-lhe que a ursa não estava com o filhote e pergunta-lhe onde ele poderia estar.
Os hinos e os carrinhos rivalizam em sonoridade na atmosfera alegre do povoado, quando Matias, pensativo, regressa a seu lar, trazendo nos braços a filha Maria, e, na alma, um arrependimento angustioso, um remorso doloroso e inusitado. Sua espingarda, ele a deixou lá onde, meses atrás, correu sangue inocente sobre a brancura imaculada da neve. Todo o povoado canta:
 Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade.”
Nesse dia, nasceu Jesus no coração de Matias.
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ORAÇÃO DA SABEDORIA

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"SENHOR!... Dai-me a esperança...
Levai de mim a tristeza e não a entregueis a mais ninguém.
SENHOR... Plantai em meu coração a sementeira do amor
e arrancai de minha alma as rugas da insatisfação.
Ajudai-me a transformar meus rivais em companheiros,
meus companheiros em amigos e meus amigos em entes queridos.
DEUS!... Concedei a força para dominar meus desejos e
dai-me razão para vencer minhas ilusões.
Fortificai meu olhar para que veja os defeitos de minha alma
e vendai meus olhos para que eu não comente os defeitos alheios.
Dai-me o sabor de saber perdoar... e afastais de mim os desejos de vingança.
Ajudai-me a fazer feliz o maior número da humanidade,
para amplificar seus dias risonhos e resumir suas noites tristonhas.
Não me deixe ser um cordeiro perante os fortes,
e nem um leão diante dos fracos.
Imprimi em meu coração a tolerância e o perdão
e afastai de minha alma o orgulho e a presunção.
DEUS!...Enchei meu coração com a divina Fé
para sempre louvar Vosso Nome.
SENHOR!... Fazei-me um homem realmente justo!"

imagesCA44B2M3 Rabindranath Tagore (Traduzido do original árabe por Damús Filho)

O VENDEDOR DE FELICIDADES

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Ouvi um barulho. Não sabia de onde vinha.Fiquei quieta para ouvir melhor. Aí ouvir que de longe vinha um som tão bom que me despertava. O som ia crescendo, aumentando sem ferir minha audição. Um agradavel que valia a pena ser ouvido.
Consiguir identifica-lo. Era uma voz melodiosa que perguntava e dizia:
“ Quem tem amor pra dar?" Só um pouquinho de amor!Não tenha medo, um popuquinho de amor partilhado tornará um amorzão!”
Achei tudo aquilo muito curioso. Algúem querendo um pouco de amor. Aí sair de casa e fui até onde estava quem gritava e perguntei-lhe:
Por que o Senhor quer um pouquinho de amor?
Senhor, porque pude notar que se tratava de alguem de mais idade, com um grande sorriso em seu ser, transparecendo muita felicidade. Em sua volta transludava uma aura em    arco-íris, como se fosse um infinito de natureza.
Ele respondendo sorrindo disse:
- Não é novidade voc~e desejar saber o porquê? Eu sou um simples ser humano que encontrou no infinito uma verdade que vale a pena. Sabes qual é a verdade?
Eu respondi que não.
Pois esta verdade poderá  também ficar contigo dentro do seu ser.
Eu perguntei: –Como?
Ele respondeu-me: – Basta que tu compres um pouquinho de felicidade, que eu tenho aqui para vender.
Eu respondi: – quanto custa?
Ele disse: _ Só um pouquinho de amor.
Eu perguntei: – Quem é o senhor?
Ele respondeu com um grande sorriso: _Eu sou alguém que ama infinitamente a tudo e a todos. Sou um vendedor de felicidade! Meu produto é fruto de muito amor ao próximo!
E lá se foi o Vendedor de Felicidade!
“Quem quer comprar felicidades? Basta amar um pouquinho! Amar tudo o que faz parte do Universo!”

Autor: José Maria Alves Ferreira